És esfinge!
Devora-me, que desisti de decifrar-te,
Dilacera minhas carnes
Despedaça minhas fibras musculares
Arranca cada nervo meu com tuas presas.
És esfinge!
Deste-me todas as pistas
E sucumbi sem as tuas respostas
Sem desvendar teus enigmas.
Sem iluminar teus mistérios.
Sou morto!
Agora mesmo, falo da tumba,
Mesmo que, em ato de extrema
Misericórdia, decidas por anistiar-me
Ainda assim, sou morto.
Sou um olho que não te viu
Um ouvido que não te escutou
Uma boca que a ti não se declarou
Braços que não te abraçaram
Pernas que não te seguiram
Coração que não bateu junto ao teu.
Por fim, mata-me, devora-me!
Só assim, meus olhos, ouvidos,
Boca, braços, pernas e coração
Poderão redimir, na morte,
Minha vida de descasos
Devora-me, que desisti de decifrar-te,
Dilacera minhas carnes
Despedaça minhas fibras musculares
Arranca cada nervo meu com tuas presas.
És esfinge!
Deste-me todas as pistas
E sucumbi sem as tuas respostas
Sem desvendar teus enigmas.
Sem iluminar teus mistérios.
Sou morto!
Agora mesmo, falo da tumba,
Mesmo que, em ato de extrema
Misericórdia, decidas por anistiar-me
Ainda assim, sou morto.
Sou um olho que não te viu
Um ouvido que não te escutou
Uma boca que a ti não se declarou
Braços que não te abraçaram
Pernas que não te seguiram
Coração que não bateu junto ao teu.
Por fim, mata-me, devora-me!
Só assim, meus olhos, ouvidos,
Boca, braços, pernas e coração
Poderão redimir, na morte,
Minha vida de descasos

Descasos...!
ResponderExcluir